O fogo purificador

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“O fogo purificador” são extratos selecionados do artigo “Way of the Cross”, cap 10, do livro “100 Days n the Secret Place”, de Gene Edwards. Se trata de uma coletânea do autor de diversos artigos selecionados de Madame Guyon, François Fénelon e Miguel de Molinos. 

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Madame Guyon (1648–1717)

“Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” (1 Pedro 1:6,7).

Deus deseja tornar nossa alma pura. Ele a purifica por Sua Sabedoria, assim como o metal é refinado em uma fornalha. O fogo é a única coisa que pode purificar o ouro. 

Novamente, o fogo que nos consome completamente é Sua divina sabedoria.

Esse fogo gradualmente consome tudo que é terreno, tirando toda a matéria que é estranha ao ouro puro, separando-o. 

O fogo parece saber que a mistura terrena não pode ser convertida em ouro, derretendo e dissolvendo a escória pela força, para extrair do ouro puro todo o elemento estranho. Repetidamente, o ouro precisa ser levado à fornalha, até que tenha perdido todo o traço de poluição. 

Oh! Quantas vezes o ouro é imerso no fogo! Muito mais vezes do que aparentemente é necessário. Mas tenha certeza que Aquele que o forja vê impurezas que ninguém mais percebe. O ouro precisa retornar ao fogo repetidamente até que a prova positiva tenha sido estabelecida e não precise mais de purificação.

Haverá o tempo, finalmente, que o ourives não encontrará nenhuma mistura no ouro. Quando o ouro aperfeiçoou a pureza – ou diria a simplicidade – o fogo não mais o atinge. A partir dali, ainda que o ouro permanecesse na fornalha por uma eternidade, nada mais seria tirado dele, nem acrescido!

Então o ouro está adequado para o mais requintado acabamento. No futuro, se esse mesmo ouro se sujar, ou perder sua beleza, aquela impureza acidental tocará apenas sua superfície. A sujeira não mais impedirá o uso desse vaso de ouro. A partícula estranha que se atrela à superfície é muito diferente da corrupção profundamente arraigada no mais profundo da sua natureza.

Difícil seria encontrar um homem disposto a rejeitar um vaso de ouro puro porque alguma sujeira maculou seu exterior, preferindo um metal reluzente e barato em seu lugar.

Não me entenda mal, não estou escusando o pecado na vida de uma pessoa em união com Deus. Isso jamais me ocorreria. Com essa ilustração me refiro apenas aos defeitos de nossa natureza, que Deus deliberadamente permite permanecer em Seus mais grandiosos santos, para guardá-los do orgulho e preservá-los do louvor de homens que julgam apenas pela aparência exterior.

Deus permite que imperfeições permaneçam em Seus mais amados santos, para preservá-los da corrupção e “escondê-los no recôndito da Sua presença” (Sl 31:20).

Leia mais artigos selecionados da mesma autora aqui.


Jeanne Guyon (1648 – 1717)

Mais conhecida como Madame Guyon, foi levantada por Deus num contexto católico, em pleno século XVII, quando as nuvens da apostasia ainda eram densas, apesar da fresta de luz da Reforma. Deus a usou de forma especial para abrir caminho para a restauração da vida interior, da comunhão profunda com Ele através da oração, da consagração plena, da santificação e do operar da cruz. Seus inspirados escritos, especialmente gerados na prisão, influenciaram a muitos ao redor do mundo e a notáveis líderes, tais como o Arcebispo Fénelon, os Quakers, John Wesley, Zinzendorf, Jessie Penn-Lewis, Andrew Murray e Watchman Nee. Eles foram marcados por Deus através de suas mensagens. Muitas das verdades comentadas e vividas por eles tiveram origem, de alguma maneira, no que herdaram de Madame Guyon. 

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